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Acusado de agressão racista pega gancho de 30 dias

Mas, ele ainda responde a processos nas esferas civil e criminal

O autor de agressões racistas contra um patrulheiro, dentro da sede da Sanasa, em 9 de dezembro do ano passado, foi suspenso por trinta dias pela Sanasa, sem salários e sem benefícios. Ele foi denunciado à Comissão de Ética e respondeu a um processo administrativo.
Naquela manhã, o patrulheiro lotado no setor de Geoprocessamento ouviu do agressor as frases que irão marcá-lo para o resto da vida: “quem fez isso no seu cabelo?”; “está uma bosta”; “ deveria lavar com um jato d’água”, porque “seu cabelo está sujo”. Indignado, o menor levou o caso à GRH, onde tentaram demovê-lo da ideia de dar prosseguimento à denúncia.
A situação extrapolou os portões da Sanasa. Em nota, o Conselho Municipal de Desenvolvimento da Comunidade Negra afirmou que “as falas não apenas atentam contra a dignidade da vítima, como reproduzem estigmas raciais historicamente utilizados para desumanizar pessoas negras, configurando prática inequívoca de racismo”.
Processo criminal
Racismo é crime inafiançável e imprescritível no Brasil. O acusado não pode pagar fiança para responder ao processo em liberdade; e o crime não perde a validade com o passar do tempo. O Estado pode punir o agressor a qualquer momento, mesmo anos depois do ocorrido.
E o empregado da Sanasa, acusado de agressões racistas contra o patrulheiro, está respondendo a processos, tanto na esfera cível como na criminal. Portanto, mesmo encerrado internamente, o caso ainda pode continuar produzindo efeitos na empresa. Em caso de condenação, a Sanasa será obrigada a rever o seu Código de Conduta.

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