
A convocação do concurso público na Sanasa dependia apenas da assinatura do contrato com Fundação Carlos Chagas, do Rio de Janeiro, que assumiria total e completa responsabilidade pela sua realização. A própria empresa, por meio de ofício, passou estas informações ao Sindae; inclusive, a previsão era de que tudo estaria concluído até o final de junho. Mas, não se sabe se a tinta da caneta secou, mas, o fato é que a situação não andou.
A empresa parece ter adotado a estratégia de “cozinhar o galo em fogo brando”. Enquanto isso, os diferentes setores, principalmente na área operacional, estão em vias de sofrerem um “apagão” de mão de obra.
O último concurso foi realizado em 2019. De lá para cá, centenas de trabalhadores se desligaram da Sanasa, a maioria por aposentadoria, e estas vagas não foram preenchidas.
Enquanto “empurra” a convocação do concurso público com a barriga, a Sanasa está “passando a boiada na terceirização” de vários setores e serviços, ceifando centenas de postos de trabalho. A bola da vez é o prolongamento de redes.
Estes serviços sempre foram realizados pelo pessoal dos Domasas. Mas, informações obtidas pela direção do Sindae dão conta de que a execução destas obras foi integralmente transferida para empresas terceirizadas.
É só ligar os pontos para tudo fazer sentido. E não se trata de criar teorias da conspiração. Enquanto caminha a passos de tartaruga para convocar o concurso público, a Sanasa imprime velocidade da luz na terceirização de serviços.
A direção do Sindae, atenta à situação, vai agir para colocar um fim nesse processo. Estamos reunindo ampla documentação para oferecer uma denúncia robusta ao Ministério Público do Trabalho. As autoridades precisam investigar essa situação.
Acreditamos, de forma sincera, que não há necessidade de contratar empresas privadas em detrimento da abertura de concurso público visando a contratação direta de servidores de carreira. Temos sim necessidade de mão de obra. Basta optar pelo público e não pelo privado.


