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Todo apoio à greve dos petroleiros

Na sexta-feira, 14/02, os petroleiros completaram 14 dias de greve em todo o Sistema Petrobrás. Os sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizaram atos em várias unidades da empresa exigindo a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

Pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas as rescisões dos contratos de emprego, em flagrante desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho.
Acampados há 23 dias em frente à Fafen, petroleiros e petroquímicos realizaram um grande ato em Araucária, denunciando mais essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás. Os trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.
PREÇOS JUSTOS
A FUP e seus sindicatos vêm realizando ações solidárias para que a população possa ter acesso a combustíveis com preços justos. O objetivo é alertar os consumidores sobre os prejuízos causados pela política de preços que a Petrobras adota desde 2016 e que faz parte do pacote de desmonte e privatização da empresa.
Os sindicatos realizaram a venda com desconto de botijões de gás e gasolina. Apesar de extrair petróleo com um dos custos mais baixos do planeta, a Petrobrás reajusta os preços dos derivados nas refinarias de acordo com as variações do mercado internacional e do dólar, que já chegou a R$ 4,30.
Além disso, a empresa vem reduzindo o uso de suas refinarias, que operam hoje abaixo de 70% da capacidade. Há seis anos, elas operavam com 95% de capacidade. Ou seja, o Brasil está importando combustíveis que poderiam ser produzidos aqui, o que nos deixa ainda mais expostos aos efeitos das crises internacionais.
A situação ficará ainda mais grave com a venda de oito das 15 refinarias da Petrobrás pretendida pelo governo Jair Bolsonaro.
Não é só a redução de impostos que faz cair os preços dos combustíveis, como afirma Bolsonaro. Isso é cortina de fumaça para enganar e desviar a atenção dos brasileiros. O Brasil está importando combustíveis ao invés de refinar petróleo aqui mesmo para atender aos interesses dos importadores. E quem está pagando a conta desta “farra do boi” é a classe trabalhadora.

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