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Saneamento nas periferias pode ser complicado

Está desmoralizada a promessa de que o capital privado vai realizar a universalização do saneamento básico

“O desafio final da universalização está concentrado em áreas vulneráveis e rurais”, diz Rachel Sampaio, diretora de sustentabilidade da Sabesp. A companhia estima que cerca de 3 milhões de pessoas vivem hoje em áreas vulneráveis ou irregulares no Estado de São Paulo e abastecer com água e coletar e tratar o esgoto das áreas mais pobres e isoladas do Estado de São Paulo é o principal desafio da universalização do saneamento.
Nenhuma novidade: a principal dificuldade para universalizar o atendimento, especialmente o esgotamento sanitário, está nas precárias condições de moradia da população pobre brasileira, o que exige articulação com ações no âmbito de outras políticas públicas. Com o serviço prestado por meio de concessionária privada, fica mais difícil a necessária articulação. E se desmoraliza a promessa de que o capital privado vai realizar a universalização.
O Observatórios Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS), do qual o Sindae Campinas faz parte, continua denunciando as falácias da privatização como chave para a universalização, já que as empresas privadas (e seus acionistas) têm pouco interesse em atender as áreas onde vivem as pessoas que mais precisam do saneamento.

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