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Vencemos a batalha, mas, não a guerra!

Programa do governo estadual visa acelerar a privatização de empresas públicas

“A nossa luta faz a lei”. Outra vez os trabalhadores e trabalhadoras da Sanasa fizeram valer a antiga, mas, sempre atual, palavra de ordem. Em uma reação rápida e enérgica, a categoria atendeu ao chamado do Sindae e marcou presença na assembleia realizada na quarta-feira, 2 de julho. Foi uma demonstração de força, que revelou também o nosso estado de alerta e atenção.
Na terça-feira, dia 1º de julho, o prefeito Dário Saadi tornou público o ofício enviado por ele à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), onde solicita “a exclusão, em caráter irrevogável, de Campinas do “UniversalizaSP”. Veja ao lado.
Com o pretexto de universalizar o saneamento básico em São Paulo, o programa incentiva a formação de consórcios regionais de prefeituras para “firmar parcerias” com empresas privadas. Estes consórcios teriam a responsabilidade jurídica pelas concessões dos serviços. Trocando em miúdos: é a privatização escancarada.
Campinas já antecipou em dez anos as metas de universalização do saneamento básico, previstas no Marco Regulatório do Saneamento. Portanto, não havia a menor necessidade de aderir ao “UniversalizaSP”. E o próprio prefeito reconheceu isso no documento enviado à Semil.
Na assembleia, o companheiro Renan Roncolatto, presidente do Sindae, leu a íntegra do ofício do prefeito e classificou a sua edição como uma importante vitória da categoria. “Vencemos uma batalha, mas, não a guerra. Vamos manter a mobilização. Não podemos dar trégua na luta contra as tentativas de privatização”, alertou.

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